Para quem tem diabetes tipo 1 e doença renal avançada, o transplante pâncreas-rim explicado com clareza pela Dra. Jéssica Miari, nefrologista em Ipanema.
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O transplante pâncreas-rim, ou transplante duplo, pode ser indicado para algumas pessoas com diabetes tipo 1 e doença renal avançada. A Dra. Jéssica Miari, nefrologista no Rio de Janeiro com fellowship em transplante duplo pâncreas-rim, prepara a avaliação no centro transplantador e acompanha os rins e o enxerto antes e depois da cirurgia.
Nem toda pessoa com diabetes e doença renal tem indicação para o transplante duplo. A conversa com a nefrologista ajuda a entender, com honestidade, quais caminhos fazem sentido no seu caso.
No diabetes tipo 1, o pâncreas deixa de produzir insulina, o hormônio que permite ao corpo usar o açúcar do sangue. Ao longo dos anos, o açúcar elevado pode lesar os pequenos vasos de vários órgãos, inclusive dos rins. Essa lesão é a doença renal do diabetes, que em algumas pessoas evolui até a falência renal.
No transplante pâncreas-rim, a pessoa recebe, na mesma cirurgia, um rim e um pâncreas de um doador falecido. O rim novo assume a filtragem do sangue, e o pâncreas novo volta a produzir insulina. Quando os dois funcionam bem, a pessoa deixa de precisar da diálise e, em muitos casos, também das aplicações de insulina.
Existem outras modalidades, avaliadas caso a caso pela equipe transplantadora. Uma delas é o transplante de pâncreas depois de um transplante renal já realizado, por exemplo com um rim de doador vivo. A escolha depende da saúde de cada pessoa, da disponibilidade de doadores e das regras do Sistema Nacional de Transplantes, do Ministério da Saúde.
A indicação é feita pelo centro transplantador, depois de uma avaliação completa. Em termos gerais, os fatores considerados são:
| O que se avalia | Por que importa |
|---|---|
| Tipo de diabetes | O transplante duplo é pensado principalmente para o diabetes tipo 1, em que o pâncreas não produz insulina |
| Função dos rins | A doença renal costuma estar em fase avançada, com diálise ou perto dela |
| Coração e vasos | O diabetes de longa data pode afetar o coração; a cirurgia precisa ser segura |
| Idade e estado geral | A cirurgia é maior que a do transplante renal isolado e exige boa reserva do corpo |
| Infecções, dentes e vacinas | Precisam estar tratados e em dia antes dos imunossupressores |
| Apoio e rotina | O pós-transplante exige consultas, exames e remédios diários |
A tabela é uma orientação geral. A decisão é sempre individual, tomada pela equipe do centro transplantador junto com você.
A Dra. Jéssica Miari é médica nefrologista com Registro de Qualificação de Especialista (RQE 52916), com residência em Nefrologia no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e fellowship em transplante renal e transplante duplo pâncreas-rim no Hospital São Lucas. A cirurgia é feita pela equipe cirúrgica do centro transplantador. O trabalho da nefrologista está antes e depois dela.
Antes do transplante, a Dra. Jéssica:
Depois da alta, o acompanhamento é próximo nos primeiros meses e continua por toda a vida. Na consulta, a Dra. Jéssica acompanha a creatinina e o exame de urina, que mostram como está o rim novo, e conversa com a equipe sobre os exames do pâncreas, como a glicose. Também acompanha a pressão, o colesterol, as infecções e os efeitos dos imunossupressores, os remédios que reduzem a defesa do corpo para evitar a rejeição.
Os imunossupressores são usados todos os dias e nunca devem ser interrompidos ou ajustados por conta própria. Qualquer remédio novo, suplemento ou chá deve ser conversado antes com a sua médica, porque pode interferir no efeito deles. O acompanhamento é sempre feito em sintonia com o centro onde o transplante foi realizado.
Procure o pronto-socorro ou ligue 192 (SAMU), e avise a Dra. Jéssica e o centro transplantador, se você tiver:
Na dúvida, não espere em casa.
O atendimento é particular, no consultório de Ipanema ou por consulta on-line. Valores, agendamento e horários são combinados pelo WhatsApp. Veja também a página de contato.
O transplante duplo é pensado principalmente para o diabetes tipo 1. Em situações selecionadas, a equipe transplantadora pode avaliar outros casos. Para muitas pessoas com diabetes tipo 2 e falência renal, o caminho considerado é o transplante renal isolado.
Quando o pâncreas transplantado funciona bem, ele volta a produzir insulina, e muitas pessoas deixam de precisar das aplicações. O resultado depende de cada caso e é acompanhado de perto pela equipe.
No transplante pâncreas-rim, os dois órgãos costumam vir de um doador falecido, pela lista do Sistema Nacional de Transplantes. As modalidades possíveis são explicadas pelo centro transplantador.
Não. A cirurgia é feita pela equipe cirúrgica do centro transplantador. A Dra. Jéssica, nefrologista, prepara você para a avaliação e acompanha os rins e a saúde geral antes e depois do transplante.
Não. Muitas pessoas aguardam o transplante fazendo diálise. Em algumas situações, a avaliação pode começar antes da diálise, conforme os critérios da equipe e do Sistema Nacional de Transplantes.
Sim. A consulta on-line ajuda a revisar a história e os exames. Quando o exame físico for necessário, a consulta presencial em Ipanema é combinada.
Conte pelo WhatsApp há quanto tempo você tem diabetes e como estão os seus rins. Você recebe a resposta com as opções de horário. Conheça também a página inicial e as perguntas frequentes.
Acompanhamento para preservar a função que os rins ainda têm, com plano feito junto com você.
ConhecerPreparo antes e cuidado depois do transplante, inclusive com doador vivo.
ConhecerCuidado entre as sessões, com atenção à pressão, à anemia e ao dia a dia.
ConhecerConsultas no consultório de Ipanema ou por vídeo, do primeiro exame alterado ao transplante. Conte pelo WhatsApp o que você precisa e envie os seus exames.
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