Da avaliação para a lista à vida com o rim novo, o transplante renal explicado passo a passo pela Dra. Jéssica Miari, nefrologista em Ipanema.
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O transplante renal é uma das formas de tratar a falência dos rins, ao lado da diálise. A Dra. Jéssica Miari, nefrologista no Rio de Janeiro com fellowship em transplante renal, prepara a pessoa para a avaliação no centro transplantador e acompanha o transplante renal depois da cirurgia, no consultório de Ipanema ou por vídeo.
O transplante renal desperta muitas perguntas, e quase sempre elas aparecem ao mesmo tempo. Esta conversa costuma ajudar se você se reconhece em alguma destas situações:
Em cada uma dessas fases, ter uma nefrologista que conhece a sua história e conversa com a equipe do centro transplantador faz a caminhada ficar mais clara.
No transplante renal, um rim saudável, vindo de um doador vivo ou de um doador falecido, é colocado no corpo de quem tem falência renal. Em geral, os rins antigos permanecem onde estão, e o rim novo é posicionado na parte baixa do abdome, perto da virilha. Quando funciona bem, ele assume o trabalho de filtrar o sangue, e a pessoa deixa de precisar de diálise.
O transplante é considerado quando a doença renal crônica chega às fases mais avançadas, nas quais a taxa de filtração glomerular (TFG) está muito reduzida. Ele pode acontecer para quem já está em diálise e, em algumas situações, antes mesmo de a diálise começar, conforme os critérios do Sistema Nacional de Transplantes e a avaliação da equipe transplantadora.
Nem todas as pessoas com falência renal podem receber um transplante. Algumas condições de saúde precisam ser tratadas antes, e outras tornam a cirurgia arriscada demais. Por isso existe a avaliação pré-transplante, feita com calma e com vários exames.
A inscrição na lista de espera é feita por um centro transplantador autorizado, que avalia se o transplante é seguro e adequado para cada pessoa. Essa avaliação costuma incluir:
A Dra. Jéssica ajuda a organizar esse caminho: revisa o que já foi feito, explica para que serve cada exame, acompanha a correção do que precisa ser tratado antes e mantém a comunicação com a equipe do centro transplantador. Quem opera é a equipe cirúrgica do centro; o papel da nefrologista é preparar, acompanhar e cuidar antes e depois.
No Brasil, os transplantes são organizados pelo Sistema Nacional de Transplantes, do Ministério da Saúde, que mantém uma lista única de espera para os órgãos de doadores falecidos.
Doador falecido. Quando uma pessoa tem morte encefálica confirmada e a família autoriza a doação, os órgãos são distribuídos pelo sistema, de acordo com critérios técnicos como compatibilidade sanguínea e imunológica, tempo de espera e outras regras definidas pelo Ministério da Saúde. O tempo de espera varia muito de pessoa para pessoa e de região para região.
Doador vivo. Uma pessoa saudável pode doar um dos rins, porque é possível viver bem com apenas um. A legislação brasileira define quem pode doar, em geral parentes próximos ou o cônjuge; em outras situações, é necessária autorização judicial. O doador passa por uma avaliação rigorosa, para garantir que a doação seja segura para ele, e a decisão é sempre livre e voluntária.
A Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) e o Ministério da Saúde publicam informações gerais sobre os dois caminhos. Na consulta, a Dra. Jéssica explica o que se aplica à sua situação e o que conversar com o centro transplantador.
A Dra. Jéssica Miari é médica nefrologista com Registro de Qualificação de Especialista (RQE 52916). Fez residência em Nefrologia no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e fellowship em transplante renal e transplante duplo pâncreas-rim no Hospital São Lucas. Essa formação é o que a leva a dar atenção especial a cada etapa do transplante.
Na consulta, ela revisa a sua história, os exames antigos e os novos, os remédios que você usa e a sua pressão. Antes do transplante, o foco é o preparo: organizar os exames da avaliação, tratar o que precisa ser corrigido e manter você nas melhores condições possíveis enquanto espera. Depois do transplante, o foco é o rim novo: acompanhar a função, os exames de controle, a adesão aos imunossupressores e os efeitos que eles podem causar.
Tudo é explicado em palavras simples, e o plano é montado junto com você, em sintonia com o centro transplantador.
O sistema de defesa do corpo reconhece o rim transplantado como algo estranho e tenta atacá-lo. Esse ataque se chama rejeição. Os imunossupressores são remédios que diminuem essa resposta e protegem o rim novo. Eles são usados todos os dias, por toda a vida do enxerto, com combinação e ajustes definidos pela equipe que acompanha você.
Alguns pontos importantes:
Nos primeiros meses, as consultas e os exames são frequentes, porque é o período em que a função do rim novo se estabiliza e os remédios são ajustados. Com o tempo, as consultas se espaçam, mas o acompanhamento continua por toda a vida.
Muitas pessoas transplantadas voltam ao trabalho, aos estudos e às atividades do dia a dia, com liberdade maior do que tinham na diálise. Os cuidados passam a fazer parte da rotina: tomar os remédios nos horários, beber a quantidade de água orientada, controlar a pressão e o açúcar no sangue, praticar atividade física, usar protetor solar e manter os exames em dia. A tabela abaixo resume, de forma geral, o que costuma ser acompanhado. O ritmo exato é individual e definido com a equipe.
| O que se acompanha | Por quê |
|---|---|
| Creatinina e exame de urina | Mostram como o rim novo está filtrando e se há sinal de lesão |
| Nível dos imunossupressores no sangue | Ajuda a equipe a ajustar o remédio ao intervalo adequado para você |
| Pressão arterial, glicose e colesterol | Protegem o coração e o próprio enxerto |
| Exames para infecções | A defesa do corpo fica reduzida pelos remédios |
| Pele e exames preventivos | O uso prolongado de imunossupressores pede vigilância maior |
Na pessoa transplantada, alguns sintomas não podem esperar. Procure o pronto-socorro ou ligue 192 (SAMU), e avise a Dra. Jéssica e o centro transplantador, se você tiver:
Na dúvida, não espere em casa. No transplantado, uma infecção ou uma rejeição tratada cedo tem mais chance de ser controlada.
O atendimento é particular, no consultório de Ipanema ou por consulta on-line. Valores, agendamento e horários são combinados pelo WhatsApp. Para quem tem diabetes tipo 1 com doença renal avançada, veja também a página sobre o transplante pâncreas-rim. Mais informações na página de contato.
Pessoas com falência renal, em diálise ou próximas de precisar dela, que passem pela avaliação do centro transplantador. Algumas condições de saúde precisam ser tratadas antes, e a decisão é sempre individual.
A inscrição é feita por um centro transplantador autorizado, depois da avaliação pré-transplante. A lista de doadores falecidos é única e organizada pelo Sistema Nacional de Transplantes, do Ministério da Saúde.
Pela legislação brasileira, em geral parentes próximos ou o cônjuge; outras pessoas dependem de autorização judicial. O doador passa por avaliação completa, e a doação é sempre voluntária.
Em algumas situações, sim, conforme os critérios do Sistema Nacional de Transplantes e a avaliação da equipe. Por isso, vale começar a conversa sobre transplante cedo, ainda nas fases avançadas da doença renal crônica.
Sim. Enquanto o rim transplantado estiver funcionando, os imunossupressores são necessários para evitar a rejeição. A combinação e os ajustes são definidos pela equipe que acompanha você.
Não. A cirurgia é feita pela equipe cirúrgica do centro transplantador. A Dra. Jéssica, nefrologista, prepara você para a avaliação, acompanha a espera e cuida do rim novo depois do transplante.
Sim. O acompanhamento no consultório pode acontecer em conjunto com o centro onde você foi transplantado, com troca de informações entre as equipes.
Conte pelo WhatsApp em que fase você está: avaliando as opções, em diálise, na lista de espera ou já transplantado. Você recebe a resposta com as opções de horário. Conheça também a página inicial e as perguntas frequentes.
Acompanhamento para preservar a função que os rins ainda têm, com plano feito junto com você.
ConhecerAcompanhamento do transplante duplo para quem tem diabetes tipo 1 e doença renal avançada.
ConhecerCuidado entre as sessões, com atenção à pressão, à anemia e ao dia a dia.
ConhecerConsultas no consultório de Ipanema ou por vídeo, do primeiro exame alterado ao transplante. Conte pelo WhatsApp o que você precisa e envie os seus exames.
Falar no WhatsApp · (21) 99220-9951