A Dra. Jéssica Miari, nefrologista no Rio de Janeiro, investiga a pressão alta de difícil controle e cuida dos rins que sofrem com ela, no consultório de Ipanema ou por vídeo.
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Pressão alta e rins estão ligados nos dois sentidos: a pressão elevada lesa os rins em silêncio, e doenças dos rins podem elevar a pressão. A Dra. Jéssica Miari, médica nefrologista no Rio de Janeiro, avalia a pressão de difícil controle, procura causas renais e revisa a medicação em uso, no consultório de Ipanema ou por vídeo.
A consulta com a nefrologista costuma ajudar quando a pressão deixa de ser um número simples de controlar ou quando os exames começam a mostrar sinais nos rins. Veja se você se reconhece em alguma destas situações:
Não é preciso ter um sintoma para procurar a avaliação. Na maior parte das vezes, a pressão alta e a lesão dos rins não doem e não dão sinais no começo.
Cada rim tem milhares de pequenos filtros, chamados glomérulos, formados por vasos muito finos. Eles recebem uma grande parte do sangue que o coração bombeia e trabalham o tempo todo para limpar o sangue e formar a urina. Quando a pressão fica alta por meses e anos, esses vasos recebem um impacto constante, endurecem e vão perdendo a capacidade de filtrar.
O problema é que os rins têm muita reserva. Uma parte importante da função pode ser perdida antes que apareça qualquer sintoma, como inchaço, cansaço ou mudança na urina. Por isso a hipertensão é, ao lado do diabetes, uma das causas mais frequentes de doença renal crônica (DRC), segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN).
Os primeiros sinais costumam aparecer só nos exames: a perda de proteína na urina, que pode deixar a urina com espuma persistente, e a queda da taxa de filtração glomerular (TFG), estimada a partir da creatinina do sangue. Por isso quem tem pressão alta deve fazer esses exames com regularidade, conforme a orientação médica.
Na maioria das pessoas, a pressão alta não tem uma causa única identificável. Em uma parte delas, porém, existe uma causa secundária, e os rins estão entre as mais comuns. Os rins controlam a quantidade de sal e de água do corpo e produzem substâncias que regulam a pressão. Quando estão doentes, esse controle se desequilibra e a pressão sobe.
Entre as causas renais que a nefrologista investiga estão:
A hipertensão resistente, que é a pressão que continua acima da meta apesar do uso de três remédios de classes diferentes, bem ajustados, é um dos sinais que mais pedem essa investigação. Antes de chamar a pressão de resistente, porém, é preciso confirmar a medida e revisar como os remédios estão sendo usados.
A consulta começa pela história: quando a pressão foi descoberta, como ela se comportou ao longo dos anos, quais remédios já foram usados, quais foram suspensos e por quê. A Dra. Jéssica pergunta sobre sono, ronco, consumo de sal e de álcool, atividade física e outros remédios que podem elevar a pressão, como alguns anti-inflamatórios e descongestionantes.
Em seguida, ela revisa os exames antigos e os novos, com atenção à creatinina, à taxa de filtração glomerular, ao potássio e ao exame de urina. A pressão é medida com técnica cuidadosa, nos dois braços quando indicado. Se faltar alguma informação, ela pode pedir exames de sangue e de urina, a pesquisa de proteína na urina, uma ultrassonografia dos rins ou a monitorização da pressão por 24 horas.
A revisão da medicação é uma parte central. A Dra. Jéssica confere se cada remédio faz sentido para os seus rins, se há duplicidade, se os horários estão bem distribuídos e se algum efeito colateral está atrapalhando o uso. O ajuste é feito por ela na consulta, de forma individual. Por isso não mude nem suspenda nenhum remédio por conta própria.
No final, você sai sabendo o que pode estar por trás da sua pressão, como estão os seus rins e o que acompanhar. O plano é montado junto com você, com orientações por escrito quando isso ajuda.
A medida em casa ajuda muito a separar a pressão que sobe só no consultório, chamada de efeito do avental branco, da pressão que está de fato alta no dia a dia. Para que os números sejam confiáveis:
Esse diário de pressão é uma das ferramentas mais úteis na consulta, inclusive na consulta on-line com nefrologista.
A tabela resume os exames mais usados. A interpretação é sempre individual, conforme o laboratório e a pessoa.
| Exame | O que ele mostra |
|---|---|
| Creatinina no sangue | Uma substância eliminada pelos rins; o valor depende de idade, sexo, massa muscular e do laboratório. |
| Taxa de filtração glomerular estimada | Calculada a partir da creatinina; mostra quanto os rins estão filtrando. Abaixo de 60 mL/min/1,73 m² por mais de três meses é um dos critérios de doença renal crônica. |
| Proteína ou albumina na urina | Um dos sinais mais precoces de lesão dos filtros dos rins. |
| Exame de urina | Mostra proteína, sangue e outras alterações que ajudam a apontar a causa. |
| Potássio e sódio no sangue | Ajudam a ajustar os remédios com segurança e a investigar causas hormonais. |
| Ultrassonografia dos rins | Mostra o tamanho, a forma e a presença de cistos ou de outras alterações. |
| Monitorização da pressão por 24 horas | Registra a pressão ao longo do dia e da noite, inclusive durante o sono. |
Procure o pronto-socorro imediatamente, ou ligue 192 (SAMU), e avise a Dra. Jéssica depois, se a pressão muito elevada vier acompanhada de:
Não espere a consulta agendada diante desses sinais.
A Dra. Jéssica atende no consultório de Ipanema e por consulta on-line. O atendimento é particular; valores e agendamento pelo WhatsApp ou pela página de contato.
Pode. A pressão elevada por muito tempo lesa os pequenos vasos que filtram o sangue nos rins. Isso acontece em silêncio, por isso os exames de sangue e de urina são feitos com regularidade em quem tem hipertensão.
Os dois podem cuidar, e muitas vezes trabalham juntos. A nefrologista entra principalmente quando a pressão é de difícil controle, quando há suspeita de causa renal ou quando os exames mostram sinais nos rins.
É a pressão que continua acima da meta apesar do uso de três remédios de classes diferentes, bem ajustados. Antes desse diagnóstico, é preciso confirmar a medida e revisar como os remédios estão sendo tomados.
Não por conta própria. A pressão normal muitas vezes é justamente o efeito do remédio. Qualquer redução ou troca é feita com a médica, de forma individual.
Quando feita com aparelho validado e boa técnica, a medida em casa é muito útil e ajuda a identificar a pressão que sobe só no consultório. Leve o registro para a consulta.
Na maior parte das pessoas com pressão alta, sim. Menos sal costuma facilitar o controle da pressão e reduzir a perda de proteína na urina. A orientação é ajustada a cada pessoa e aos outros problemas de saúde.
Conte pelo WhatsApp há quanto tempo você tem pressão alta e quais remédios usa. Se você também tem diabetes, conheça a página da doença renal do diabetes, ou volte à página inicial.
Exames regulares e cuidado desde o primeiro sinal de proteína na urina.
ConhecerRevisar exames e ajustar o tratamento por vídeo, sem sair de casa.
ConhecerAcompanhamento para preservar a função que os rins ainda têm.
ConhecerConsultas no consultório de Ipanema ou por vídeo, do primeiro exame alterado ao transplante. Conte pelo WhatsApp o que você precisa e envie os seus exames.
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