A diferença entre cistite e pielonefrite, por que a infecção de urina volta, como se investiga a causa e o que ajuda a prevenir.
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Infecção urinária de repetição é quando a infecção de urina volta várias vezes em poucos meses. Mais do que tratar cada episódio, é preciso entender por que ela volta. A Dra. Jéssica Miari, nefrologista no Rio de Janeiro, em Ipanema, investiga a causa, protege os rins e monta com você um plano de prevenção.
Infecções que voltam com frequência cansam, preocupam e atrapalham o trabalho, o sono e a vida a dois. Elas merecem um olhar além do próximo antibiótico.
A infecção do trato urinário (ITU) acontece quando bactérias, na maioria das vezes vindas do próprio intestino, chegam à uretra e sobem pelo caminho da urina. Ela é muito mais comum em mulheres, porque a uretra feminina é curta e próxima da região anal, mas também acontece em homens, especialmente com o aumento da próstata.
Costuma-se falar em infecção urinária de repetição quando há duas ou mais infecções em seis meses, ou três ou mais em um ano, confirmadas por exame. Essa definição importa porque muda a conduta: deixa de ser um episódio isolado e passa a ser uma situação que pede investigação.
Cistite é a infecção da bexiga, a forma mais comum. Causa ardor ou dor para urinar, vontade frequente e urgente de urinar em pequena quantidade, desconforto no pé da barriga e, às vezes, urina turva, com cheiro forte ou com um pouco de sangue. Em geral, não causa febre alta.
Pielonefrite é a infecção que sobe até o rim. É mais séria e costuma vir com febre, calafrios, dor lombar de um lado ou dos dois, mal-estar, náuseas e vômitos. Pode ou não ser precedida pelos sintomas de cistite.
A dor lombar com febre é um sinal de alerta. Ela indica que a infecção pode ter chegado ao rim e precisa de avaliação médica no mesmo dia. A pielonefrite tratada a tempo costuma evoluir bem; a demora aumenta o risco de complicações.
| Cistite | Pielonefrite | |
|---|---|---|
| Onde está a infecção | Bexiga | Rim |
| Sintomas típicos | Ardor ao urinar, urgência, vontade frequente, desconforto no pé da barriga | Febre, calafrios, dor lombar, náuseas e vômitos |
| Febre | Geralmente ausente ou baixa | Frequentemente alta |
| O que fazer | Procurar avaliação médica e fazer o exame de urina | Procurar o pronto-socorro no mesmo dia |
A tabela é um guia geral; a interpretação é individual e depende da avaliação médica.
Na maior parte das mulheres jovens e saudáveis, a infecção de repetição está ligada a fatores do dia a dia, como pouca ingestão de água, hábito de segurar a urina, intestino preso, relações sexuais e mudanças na flora da região íntima, inclusive na menopausa. Em outras pessoas, há uma causa que precisa ser encontrada. A investigação procura:
Para isso, a urocultura, que identifica a bactéria e os antibióticos que funcionam contra ela, é fundamental. O ideal é colhê-la no momento da infecção, antes de começar o antibiótico. A ultrassonografia dos rins e da bexiga, a medida da urina que sobra depois de urinar e os exames de sangue completam a avaliação conforme o caso. Quando há sangue na urina fora das crises, a investigação é ampliada.
A prevenção é sempre individual, mas algumas medidas costumam fazer parte do plano:
Existem também estratégias de prevenção com e sem antibiótico, que são discutidas na consulta, de acordo com a causa, a frequência das infecções e a sua história. Evite usar antibiótico por conta própria ou repetir uma receita antiga: além de nem sempre funcionar, isso favorece a resistência das bactérias e atrapalha a investigação.
A Dra. Jéssica Miari é médica nefrologista com Registro de Qualificação de Especialista (RQE 52916). Na consulta, ela reconstrói com você a história das infecções: quantas foram, com quais sintomas, se houve febre, quais exames foram feitos e quais tratamentos foram usados. Revisa as uroculturas anteriores, os remédios em uso, a glicose e as condições que podem favorecer a infecção.
Conforme o caso, pede exames de urina, urocultura, ultrassonografia e exames de sangue, e avalia a função dos rins. Depois, explica o que os resultados mostram, monta com você o plano de prevenção e combina o que fazer quando surgirem novos sintomas. Quando a investigação aponta para a bexiga, a próstata ou a anatomia das vias urinárias, ela orienta a avaliação conjunta com o urologista ou com o ginecologista.
Procure o pronto-socorro ou ligue 192 (SAMU), e avise a Dra. Jéssica, se houver:
Na dúvida, não espere em casa.
Costuma-se considerar de repetição quando há duas ou mais infecções em seis meses, ou três ou mais em um ano, confirmadas por exame.
Pode. Febre com dor lombar e calafrios sugere pielonefrite, a infecção que chega ao rim. Procure o pronto-socorro no mesmo dia.
A cistite, que fica na bexiga, raramente prejudica os rins. As pielonefrites repetidas, principalmente quando há obstrução ou pedra, podem causar dano. Por isso a investigação da causa é importante.
A urocultura identifica a bactéria e mostra quais antibióticos funcionam contra ela. Nas infecções de repetição, ela orienta o tratamento e ajuda a perceber bactérias resistentes. O ideal é colher antes de começar o antibiótico.
Os estudos mostram resultados variáveis. Produtos com cranberry podem ser considerados em algumas pessoas, como parte do plano, mas não substituem a investigação. Converse na consulta antes de usar.
Não é recomendado. A bactéria pode ser outra ou ter ficado resistente. Usar antibiótico sem orientação favorece a resistência e atrapalha o diagnóstico.
Tem, embora seja menos comum. No homem, a infecção urinária costuma estar ligada à próstata ou a alterações no esvaziamento da bexiga, e sempre merece investigação.
Conte pelo WhatsApp quantas infecções você teve e se tem uroculturas anteriores. Você recebe a resposta com os horários, presencial em Ipanema ou por vídeo. Se preferir, comece pela página inicial ou pelas perguntas frequentes.
Entender o resultado do exame e saber se existe perda de função dos rins.
ConhecerEspuma que persiste e proteína na urina, um dos sinais mais precoces.
ConhecerInvestigar de onde vem o sangramento, visível ou só no exame.
ConhecerConsultas no consultório de Ipanema ou por vídeo, do primeiro exame alterado ao transplante. Conte pelo WhatsApp o que você precisa e envie os seus exames.
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