O que fazer na cólica renal, por que a pedra se forma, como funciona a investigação metabólica e o que ajuda a evitar novas pedras.
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Quem já teve pedra nos rins tem chance de ter outras, e a prevenção começa por entender por que ela se formou. A Dra. Jéssica Miari, nefrologista no Rio de Janeiro, em Ipanema, faz a investigação metabólica do cálculo renal, orienta hidratação e alimentação e trabalha junto com o urologista quando a pedra precisa ser retirada.
Tratar a crise é só uma parte do cuidado. A outra parte, muitas vezes esquecida, é descobrir o que favoreceu a pedra e mudar o que for possível para reduzir a chance de uma nova.
A urina carrega sais minerais dissolvidos, como cálcio, oxalato, ácido úrico e fosfato. Quando esses sais estão em concentração alta, ou quando faltam na urina as substâncias que normalmente impedem que eles se juntem, formam-se pequenos cristais. Com o tempo, os cristais se agrupam e viram uma pedra, o cálculo renal.
Os fatores que mais contribuem são a pouca ingestão de água, o calor e a perda de líquido pelo suor, o excesso de sal e de proteína animal na alimentação, a obesidade, o diabetes, algumas doenças do intestino, alterações hormonais e a história familiar. No Rio de Janeiro, com calor em boa parte do ano, a hidratação merece atenção especial.
Existem diferentes tipos de pedra. A mais comum é a de oxalato de cálcio, mas há também as de ácido úrico, de fosfato de cálcio e outras menos frequentes. Saber o tipo ajuda muito na prevenção, por isso vale guardar a pedra quando ela é eliminada ou retirada e levá-la para análise.
A pedra pode ficar parada no rim por anos sem dar sinal. A dor aparece, em geral, quando ela se desloca e entra no ureter, o canal que leva a urina até a bexiga, bloqueando a passagem. É a cólica renal: uma dor forte, em ondas, nas costas ou no flanco, que pode irradiar para a barriga, a virilha ou a região genital. Costuma vir com náuseas, vômitos, inquietação e, às vezes, sangue na urina.
A cólica renal pede avaliação médica, quase sempre no pronto-socorro, para aliviar a dor, confirmar o diagnóstico com exame de imagem e verificar se há infecção ou obstrução importante. Pedras pequenas muitas vezes saem sozinhas. Pedras maiores, ou que causam obstrução, infecção ou dor persistente, são tratadas pelo urologista.
O urologista é o médico que retira ou fragmenta a pedra quando ela não sai sozinha, por procedimentos endoscópicos ou por outras técnicas. A nefrologista cuida da outra ponta: entender por que a pedra se formou, avaliar a função dos rins e conduzir a prevenção a longo prazo. As duas avaliações se complementam.
A Dra. Jéssica orienta o encaminhamento ao urologista quando há pedra grande, obstrução, infecção associada ou crises que se repetem, e segue acompanhando a investigação metabólica e a saúde dos rins. Quem tem infecção urinária de repetição junto com pedras precisa desse cuidado conjunto.
A investigação metabólica é o conjunto de exames que procura as causas químicas da formação de pedras. Ela é especialmente indicada para quem já teve mais de uma pedra, para quem teve a primeira pedra cedo, para quem tem história familiar, rim único, doença renal crônica ou pedras de tipos menos comuns. A tabela mostra o que costuma ser avaliado; a escolha dos exames e a interpretação são individuais.
| Exame | O que procura |
|---|---|
| Exames de sangue | Cálcio, ácido úrico, fósforo, função dos rins e, conforme o caso, hormônios ligados ao cálcio |
| Urina de 24 horas | Volume de urina, cálcio, oxalato, ácido úrico, citrato, sódio e outros componentes que favorecem ou protegem contra pedras |
| Exame de urina comum | Acidez da urina, cristais, sinais de infecção e de sangue |
| Análise da pedra | O tipo do cálculo, que orienta a prevenção |
| Exames de imagem | Número, tamanho e localização das pedras e sinais de obstrução |
Com os resultados, a Dra. Jéssica explica o que encontrou e o que pode ser ajustado. Em algumas situações, além das mudanças de hábito, pode haver indicação de remédios para corrigir uma alteração específica da urina, sempre definidos na consulta.
Hidratação. Beber água ao longo do dia é a medida mais importante. O objetivo é produzir urina em boa quantidade, clara na maior parte do tempo. A necessidade aumenta no calor, com exercício e com trabalho ao ar livre. A quantidade adequada para você é orientada na consulta, principalmente se houver doença do coração ou dos rins que exija outro cuidado.
Alimentação. As orientações dependem do tipo de pedra e do resultado dos exames, mas algumas linhas gerais costumam valer:
Cortar grupos inteiros de alimentos sem orientação pode piorar a situação. O plano alimentar é ajustado ao seu tipo de pedra e à sua rotina.
A Dra. Jéssica Miari é médica nefrologista com Registro de Qualificação de Especialista (RQE 52916). Na consulta, ela reconstrói a história das pedras: quando começaram, quantas foram, como foram tratadas e se houve análise do cálculo. Revisa os exames de imagem, os exames de sangue e de urina, os remédios e suplementos em uso, a alimentação, a ingestão de água e a história da família.
A partir daí, organiza a investigação metabólica quando indicada, explica os resultados em palavras simples e monta com você um plano de prevenção possível de seguir no dia a dia. Quando couber, as orientações vão por escrito, e o acompanhamento é combinado conforme o risco de novas pedras.
Procure o pronto-socorro ou ligue 192 (SAMU), e avise a Dra. Jéssica, se houver:
Na dúvida, não espere em casa.
Não necessariamente, mas a chance de uma nova pedra é maior em quem já teve uma. A investigação da causa e as medidas de prevenção ajudam a reduzir esse risco.
Os dois. O urologista trata a pedra que precisa ser retirada. A nefrologista investiga por que ela se formou e conduz a prevenção e o cuidado com a função dos rins.
Em geral, não. O cálcio dos alimentos, em quantidade adequada, ajuda a reduzir a absorção de oxalato. Cortar por conta própria pode aumentar o risco. A orientação depende do tipo de pedra.
A quantidade é individual. O objetivo é manter a urina clara e em bom volume ao longo do dia, com mais atenção no calor e com exercício. A médica orienta a meta adequada para você.
Depende do tamanho, da localização e do risco de obstrução ou infecção. Muitas pedras pequenas são apenas acompanhadas. A decisão é tomada com a nefrologista e, quando necessário, com o urologista.
Sim. A análise mostra o tipo do cálculo e ajuda a definir a prevenção mais adequada.
Conte pelo WhatsApp quantas pedras você já teve e se tem exames de imagem recentes. Você recebe a resposta com os horários, presencial em Ipanema ou por vídeo. Se preferir, comece pela página inicial ou pelas perguntas frequentes.
Entender o resultado do exame e saber se existe perda de função dos rins.
ConhecerEspuma que persiste e proteína na urina, um dos sinais mais precoces.
ConhecerInvestigar de onde vem o sangramento, visível ou só no exame.
ConhecerConsultas no consultório de Ipanema ou por vídeo, do primeiro exame alterado ao transplante. Conte pelo WhatsApp o que você precisa e envie os seus exames.
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