A Dra. Jéssica Miari, nefrologista no Rio de Janeiro, rastreia e acompanha a doença renal do diabetes, em conjunto com o endocrinologista, no consultório de Ipanema ou por vídeo.
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A doença renal do diabetes é a principal causa de doença renal crônica no mundo e costuma começar sem sintomas. A Dra. Jéssica Miari, médica nefrologista no Rio de Janeiro, faz o rastreio com a pesquisa de proteína na urina e a taxa de filtração glomerular, acompanha a evolução e trabalha junto com o endocrinologista, em Ipanema ou por vídeo.
Quem tem diabetes precisa olhar para os rins mesmo quando está tudo bem. A avaliação com a nefrologista costuma ajudar se você se reconhece em alguma destas situações:
Quanto mais cedo a alteração é encontrada, mais tempo existe para agir. Por isso o rastreio é feito antes de qualquer sintoma.
O açúcar elevado no sangue, ao longo dos anos, lesa os pequenos vasos do corpo, e os filtros dos rins, chamados glomérulos, são formados justamente por vasos muito finos. No começo, os rins chegam a filtrar mais do que o normal, como se estivessem sobrecarregados. Com o tempo, os filtros passam a deixar escapar proteína para a urina e, depois, a filtrar menos.
Esse processo recebe o nome de doença renal do diabetes, também chamada de nefropatia diabética. Ele costuma andar junto com a pressão alta, que acelera a lesão, e com alterações do colesterol. Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), o diabetes está entre as principais causas de doença renal crônica (DRC) e de necessidade de diálise.
A boa notícia é que a doença renal do diabetes evolui devagar na maior parte das pessoas, e há muito a fazer em cada fase. O acompanhamento procura desacelerar a perda de função dos rins e cuidar também do coração, que sofre junto. Para entender a relação com a pressão, veja a página sobre pressão alta e rins.
O rastreio é simples e usa dois exames principais, que se completam:
Uma alteração isolada não fecha diagnóstico. A albumina na urina pode subir de forma passageira com infecção urinária, febre, exercício intenso ou açúcar muito descontrolado, e por isso o exame costuma ser repetido para confirmar. A frequência do rastreio é definida pela médica conforme o tipo de diabetes, o tempo de doença e os resultados anteriores. Se a sua creatinina está alta, vale ler também a página dedicada ao tema.
A Dra. Jéssica começa pela sua história: há quanto tempo você tem diabetes, como está o controle do açúcar, quais remédios usa, se há pressão alta, problemas de visão, de circulação ou do coração. Ela revisa os exames antigos e os novos, porque a tendência ao longo do tempo diz mais do que um resultado isolado.
A pressão é medida com cuidado e a lista de remédios é revisada item por item. Alguns remédios precisam de ajuste conforme a função dos rins, e outros, como os anti-inflamatórios usados por conta própria, podem prejudicá-los. Se faltar informação, ela pode pedir exames de sangue e de urina, a repetição da pesquisa de albumina e uma ultrassonografia dos rins.
No fim, você sai sabendo em que fase estão os seus rins, o que cada exame mostrou e o que acompanhar. O plano é montado junto com você, com orientações por escrito quando isso ajuda.
O cuidado com os rins no diabetes se apoia em alguns pilares, sempre ajustados a cada pessoa:
A escolha de cada remédio e o momento de usá-lo são decisões individuais, tomadas na consulta. Não comece nem suspenda nenhum remédio por conta própria.
O endocrinologista cuida do diabetes como um todo: metas de açúcar, escolha dos remédios para a glicose e acompanhamento das outras complicações. A nefrologista cuida dos rins: interpreta a evolução da função renal, investiga se a alteração é mesmo do diabetes ou de outra causa, ajusta os remédios à função dos rins e prepara o caminho caso a doença avance.
Os dois olhares se somam. Quando a pessoa autoriza, a Dra. Jéssica pode enviar um resumo da consulta para o endocrinologista, para que as decisões andem juntas. Em pessoas com diabetes tipo 1 e doença renal avançada, a conversa pode incluir o transplante pâncreas-rim, tema da formação da Dra. Jéssica, que fez fellowship em transplante renal e transplante duplo pâncreas-rim.
A tabela mostra a classificação usada para a doença renal crônica, pela taxa de filtração glomerular. A interpretação é individual, conforme o laboratório e a pessoa, e leva em conta também a albumina na urina.
| Estágio | Taxa de filtração glomerular (mL/min/1,73 m²) | O que costuma significar |
|---|---|---|
| 1 | 90 ou mais | Filtração preservada, com algum sinal de lesão, como albumina na urina. |
| 2 | 60 a 89 | Leve redução, com sinal de lesão. |
| 3a | 45 a 59 | Redução leve a moderada. |
| 3b | 30 a 44 | Redução moderada a importante. |
| 4 | 15 a 29 | Redução importante; hora de conversar sobre as opções futuras. |
| 5 | Abaixo de 15 | Falência renal; discussão de diálise ou transplante. |
Procure o pronto-socorro imediatamente, ou ligue 192 (SAMU), e avise a Dra. Jéssica, se você tiver:
A Dra. Jéssica atende no consultório de Ipanema e por consulta on-line. O atendimento é particular; valores e agendamento pelo WhatsApp ou pela página de contato.
Não. Muitas pessoas com diabetes nunca desenvolvem doença renal. O risco aumenta com o tempo de doença, o açúcar e a pressão mal controlados, e por isso o rastreio regular é tão importante.
É a presença de pequenas quantidades de albumina na urina. Costuma ser o primeiro sinal de lesão dos rins no diabetes e precisa ser confirmada com a repetição do exame.
Em fases iniciais, a perda de proteína na urina pode diminuir com o tratamento. O objetivo principal é desacelerar a evolução e proteger o coração, com acompanhamento contínuo.
Não. A nefrologista trabalha junto com o endocrinologista, cada um cuidando da sua parte, com troca de informações quando você autoriza.
Alguns precisam ser ajustados ou trocados conforme a função dos rins, e outros ajudam a protegê-los. Essa revisão é feita na consulta, de forma individual.
Depende do tipo de diabetes, do tempo de doença e dos resultados anteriores. A médica define a frequência com você.
Conte pelo WhatsApp há quanto tempo você tem diabetes e quais foram os últimos exames. Se a sua dúvida é sobre inchaço, veja também a página sobre inchaço nas pernas, ou volte à página inicial.
Quando a pressão resiste aos remédios, pode haver causa nos rins.
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ConhecerAcompanhamento para preservar a função que os rins ainda têm.
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