Entender o estágio, proteger o que os rins ainda fazem e planejar cada fase com a Dra. Jéssica Miari, nefrologista em Ipanema.
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A doença renal crônica é a perda lenta e persistente da função dos rins, percebida em exames como a creatinina, a taxa de filtração glomerular e a proteína na urina. A Dra. Jéssica Miari, nefrologista no Rio de Janeiro, acompanha a doença renal crônica em todas as fases, no consultório de Ipanema ou por vídeo, com plano feito junto com você.
A doença renal crônica (DRC) costuma ser silenciosa por muito tempo. Na maioria das vezes, ela aparece primeiro num exame de rotina, e não num sintoma. Talvez você se reconheça em alguma destas situações:
Em todas essas situações, vale conversar com calma, olhar os exames em sequência e montar um plano. Quanto mais cedo a doença é acompanhada, mais opções existem para proteger a função que os rins ainda têm.
Os rins filtram o sangue o tempo todo. Eles retiram o excesso de líquido e as substâncias que o corpo precisa eliminar, equilibram sais como o sódio e o potássio, ajudam a controlar a pressão arterial, participam da produção dos glóbulos vermelhos e da saúde dos ossos. Quando essa filtragem diminui de forma persistente, ou quando há sinais de lesão no rim por mais de três meses, fala-se em doença renal crônica.
Na prática, dois exames contam a maior parte da história. O primeiro é a taxa de filtração glomerular (TFG), calculada a partir da creatinina do sangue, da idade e do sexo, que estima quantos mililitros de sangue os rins filtram por minuto. Um dos critérios aceitos pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) é a TFG abaixo de 60 mL/min/1,73 m² por mais de três meses, sempre interpretada conforme o laboratório e a pessoa. O segundo é a presença de albumina, uma proteína, na urina, que pode indicar lesão no filtro do rim mesmo quando a filtração ainda parece normal.
As causas mais comuns são a pressão alta e o diabetes, que, ao longo dos anos, desgastam os pequenos vasos do rim. Por isso, quem convive com essas condições merece atenção especial, como explicamos nas páginas sobre pressão alta e rins e sobre a doença renal do diabetes. Outras causas incluem inflamações do próprio rim (as glomerulonefrites), doenças hereditárias como os rins policísticos, obstruções repetidas por pedra nos rins, infecções urinárias graves de repetição e o uso prolongado de alguns remédios, como os anti-inflamatórios.
Um ponto importante: o valor isolado da creatinina não basta para dizer se a função está boa ou ruim. Ele depende de idade, sexo, massa muscular, alimentação e do método do laboratório. Por isso, a página sobre creatinina alta explica por que a nefrologista olha a tendência dos exames ao longo do tempo, e não um número solto.
A doença renal crônica é dividida em estágios pela taxa de filtração glomerular. A classificação, usada pela SBN e por diretrizes internacionais, ajuda a organizar a frequência das consultas e os cuidados de cada fase. A tabela abaixo é uma referência geral: a interpretação é sempre individual, conforme o laboratório, a idade, a quantidade de proteína na urina e a história de cada pessoa.
| Estágio | Taxa de filtração glomerular (mL/min/1,73 m²) | O que costuma significar |
|---|---|---|
| G1 | 90 ou mais | Filtração preservada, com algum sinal de lesão renal, como albumina na urina ou alteração na imagem do rim |
| G2 | 60 a 89 | Redução leve, com sinal de lesão renal; foco em tratar a causa e proteger o rim |
| G3a | 45 a 59 | Redução leve a moderada; acompanhamento mais próximo com nefrologista |
| G3b | 30 a 44 | Redução moderada a grave; atenção a anemia, ossos, potássio e ajuste de remédios |
| G4 | 15 a 29 | Redução grave; começa a conversa sobre as opções de terapia renal, inclusive o transplante |
| G5 | Menos de 15 | Falência renal; decisão sobre diálise ou transplante, conforme sintomas e exames |
Além do estágio pela filtração, a quantidade de albumina na urina também entra no raciocínio. Duas pessoas com a mesma TFG podem ter riscos diferentes se uma delas perde muita proteína na urina. É por isso que a espuma na urina merece ser investigada.
A Dra. Jéssica Miari é médica nefrologista com Registro de Qualificação de Especialista (RQE 52916), com residência em Nefrologia no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na consulta, ela reserva tempo para ouvir a sua história antes de olhar os números.
O que costuma ser revisado:
Quando necessário, a Dra. Jéssica pode pedir exames de sangue e de urina complementares e ultrassonografia dos rins. Depois, ela explica em palavras simples o que está acontecendo, em que estágio você está e o que cada medida do plano pretende proteger. O plano é montado junto com você e, quando ajuda, as orientações principais vão por escrito.
O acompanhamento da doença renal crônica tem um objetivo claro: desacelerar a perda de função e cuidar das complicações, em cada fase. Os pilares costumam ser:
Nos estágios mais avançados, a conversa inclui as opções de terapia renal substitutiva: a diálise e o transplante renal. Planejar com antecedência permite escolher com calma e chegar a essa fase com mais segurança. Quem já faz diálise encontra mais informações na página sobre acompanhamento em hemodiálise.
Alguns sinais não devem esperar a próxima consulta. Procure o pronto-socorro ou ligue 192 (SAMU), e avise a Dra. Jéssica, se você perceber:
Na dúvida, não espere em casa. Esses sinais podem indicar uma piora rápida da função dos rins ou alteração grave dos sais do sangue, que precisam de avaliação no mesmo dia.
O atendimento é particular, no consultório de Ipanema ou por consulta on-line, por vídeo. Valores, agendamento e horários são combinados pelo WhatsApp. Veja também a página de contato.
Na maior parte das vezes, a doença renal crônica não desaparece, mas pode ser acompanhada e desacelerada. Com pressão e diabetes controlados, revisão dos remédios e consultas regulares, muitas pessoas mantêm a função dos rins estável por muitos anos.
Nas fases iniciais, geralmente não há sintomas. Quando aparecem, podem incluir espuma na urina, inchaço nas pernas ou no rosto, cansaço, pressão difícil de controlar e vontade de urinar à noite. Por isso, os exames de rotina são tão importantes.
Os principais são a creatinina no sangue, usada para calcular a taxa de filtração glomerular, e a pesquisa de albumina na urina. A ultrassonografia dos rins pode completar a avaliação. A interpretação depende do laboratório e da pessoa.
Não. Grande parte das pessoas com doença renal crônica nunca chega a precisar de diálise. O acompanhamento serve justamente para proteger a função dos rins e, se a doença avançar, planejar com antecedência as opções, inclusive o transplante.
Depende do estágio, da proteína na urina e da estabilidade dos exames. Nas fases iniciais, as consultas podem ser mais espaçadas; nas avançadas, mais próximas. A Dra. Jéssica combina o ritmo com você.
Os anti-inflamatórios podem prejudicar os rins, principalmente quando já há perda de função. Antes de usar qualquer um, converse com a sua médica. Na consulta, a Dra. Jéssica revisa todos os remédios que você usa.
Sim. A Dra. Jéssica atende por vídeo, o que ajuda quem mora longe de Ipanema ou tem dificuldade de deslocamento. Quando o exame físico for necessário, a consulta presencial é combinada.
Conte pelo WhatsApp o que apareceu no seu exame ou qual diagnóstico você recebeu. Você recebe a resposta com as opções de horário. Se preferir, conheça antes a página inicial ou as perguntas frequentes.
Preparo antes e cuidado depois do transplante, inclusive com doador vivo.
ConhecerAcompanhamento do transplante duplo para quem tem diabetes tipo 1 e doença renal avançada.
ConhecerCuidado entre as sessões, com atenção à pressão, à anemia e ao dia a dia.
ConhecerConsultas no consultório de Ipanema ou por vídeo, do primeiro exame alterado ao transplante. Conte pelo WhatsApp o que você precisa e envie os seus exames.
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